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Queridos amigos e amigas. Decidi eliminar o Canibal como personagem. Quem quiser ler minhas coisas por favor procure em Geraldo Paula Souza Anhaia Mello no orkut. Thanks Rosana pela força mas não me dei bem no blog. beijos G
Hello, my friends,
Depois de tentar todos os controladores de humor do mercado, todos os antidepressivos das farmácias, todas as drogas legais e ilegais, decidi largar tudo e tentar ficar somente na ABSTINÊNCIA TOTAL E IRREVERSÍVEL de qualquer substância que não seja NEUTRA, e isso inclui álcool e comidas apimentadas. De agora em diante fico no PF mais barato do boteco e nem coca-cola tomo, por causa da cafeína. Se isso der certo volto para o delicioso jogo da vida. Nem vou mais mencionar o inferno pelo qual passei nos últimos 5 anos, desde que pirei, acho que não de vez. Foi uma montanha-russa, como alguns puderam acompanhar. Quem sabe consigo.
baci
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Geraldo Anhaia Mello
Essa Marta é um lixo mesmo.
Antonieta em Guarujá e Kassab em São Paulo
Fiquei feliz com a eleição de minha querida Maria Antonieta para a prefeitura de Guarujá. Ela deu um pau no Farid Madi, um sujeito cuja família mudou de padrão de vida em poucos anos sem ter ganho na loteria ou aberto um negócio espetacular qualquer. Moravam todos em uma casa modesta, irmãos, primos, avós, papagaio e cachorros. No dia seguinte à entrada do Farid na prefeitura de Guarujá já estavam cada um com um belo apartamento de frente para o mar em Pitangueiras e etc e tal. Os carros mudam. As viagens... Nenhum deles acreditava que todo mundo estava vendo essa mudança de padrão. Eu conheci a prefeita Luiza Erundina no dia em que ela foi eleita para a prefeitura de São Paulo. Eu a entrevistei como repórterAbelha para a TV Mix da Gazeta em um apartamentinho no bairro da Saúde, onde ela ainda reside quando vem a São Paulo e é ocupado por sua irmã. Erundina não se corrompeu. Eu duvido que a Antonieta enriqueça no PODER. Ela sempre foi uma batalhadora, uma mulher honesta e cheia de princípios. Guarujá vai ver como a grana arrecadada vai parecer ter triplicado. O tempo dirá. Lá em Guarujá os garçons do Ruffinos contam que um de seus melhores fregueses é o Luiz Favre e a turma que fica hospedada na casa que ele e a Marta Suplicy compraram em Iporanga. Vinhos refinados, tamarutacas, lagostas...Se o pobre garçon pergunta se ele quer nota fiscal paulista o argentino cai na gargalhada, pois paga tudo em dinheiro vivo, coisa que faz em outros lugares que frequenta na ilha de Santo Amaro, entre eles o supermercado à la Santa Luzia que abriu dentro do hotel do Silvio Santos na praia de Pernambuco. A peruinha chega com uma lista de compras de fazer inveja. Como é bom comprar azeite estrangeiro com dinheiro que veio dos acertos com as companhias de ônibus e limpeza pública dos tempos em que dona Marta falava em belezura com sua boca torta por excesso de Botox... Na praia de Iporanga a casa é uma festa atrás de outra. Há quem jure que um belo barco ancorado numa marina alí perto pertença ao casal, mas isso é tão difícil de abrir quanto os cartões de crédito corporativos usados pelos ilustres amigos de Lula, presidente que tem adorado passar férias e finais de semana no Guarujá, local em que já adquiriu belos imóveis através de seu filho gênio ganhador de dinheiro, o Lulinha, um verdadeiro Bill Gates. José Dirceu é famoso no Figueira Grill em São Paulo. Dá jantares em que os vinhos são escolhidos jamais pelo preço, mas por ares de um conhecedor de grande calibre...outrora guerrilheiro, sequestrador...hoje homem de gastar milhares de reais para contentar seu refinado prazer etílico/gastronômico. Sempre a conta paga em dinheiro vivo, para alegria do Jovelino Mineiro, sócio do Figueira, velho companheiro de exílio em Paris dos barbudinhos da Sorbonne e Vincenne,, hoje casado com a filha do ex-Governador Sodré, a Carmo, uma graça de mulher que já foi atriz de teatro ( e era boa atriz...) e com quem dividi o grande amor de uma mulher especial,a Sosô Magerowsky, que veio dos Estados Unidos de carro, pela pan American Highway, com um cachorrinho de três patas, a Pupi, depois de uma temporada divertida em Venice Beach na Califórnia, junto com a linda Carmo Mellão de Abreu Sodré, nos tempos em que o Jovelino era o Nê, de esquerda...mas trabalhando com o Cunha Bueno, secretário da Cultura (e foi bom secretário porque delegou poder de decisão ao Nê, ao Gigi, ao Suster e outros caras do ramo, eu inclusive...) e a Carmo vivia com o Wesley Duke Lee em uma casa linda da rua Inglaterra, que até hoje tem as luzes de PVC colocadas pelo genial Wesley nas árvores do jardim, e um fauno do pichador/artista maior Alex Vallaury no muro de entrada. Eu vivia em Campos do Jordão e o palácio era utilizado para os concertos de piano do então governador Maluf. Certa vez Maluf promoveu um concerto no auditório do Festival de Inverno junto com os irmãos João Carlos e José Eduardo Martins e mais o Arthur Mordeu a Língua, como era chamado o Arthur Moreira de Lima de tão feio que era. Lembro que o genial Telmo Martino escreveu no Jornal da Tarde que maluf havia EXECUTADO Chopin sem dar a ele ao menos a chance de um JULGAMENTO. ah ah ah Martino chamou o espetáculo de concerto para três pianos e um governador... Depois foi o Montoro que assumiu o palácio dos Bandeirantes e por conseguinte o Palácio Boa Vista, de Campos do Jordão. Paulinho Montoro virou secretário local de cultura e para lá levou o namorado Kelly, um ótimo sujeito, e uns colaboradores boçais de triste lembrança e de cujos nomes nem me lembro, acho que Angela alguma coisa mal amada... e a poetisa Mônica Montoro, maravilhosa, divertida, colega maconheira, namorada da Adriana Mattoso, neta do Eusébio Mattoso, uma arquiteta que militava em defesa da praia de Trindade, que depois virou o megacondomínio Laranjeiras, onde o Eugênio fazia negócios com o pessoal da Camargo Correa, da Mendes Jr. OAS, aquela coisa toda que fez uma casinha na Conselheiro Zacharias virar várias propriedades, a sociedade no Esplanada Grill, a casa de Iporanga e inclusive a última morada de Dona Lucy, a doce Primeira Dama, que morou num enorme apartamento atrás do Shopping Iguatemi até morrer em um desastre horrível na Imigrantes, tendo a filha Mônica no colo, sobrevivente por um fio, sobrevida merecida, pois ela é a mais genial da família. Era uma época legal e todo mundo se conhecia em São Paulo. O Beto Egydio Martins ficou puto porque escrevi errado uma história sobre ele e seu primo Jackie Buygton e com ele já me desculpei. Mas convivi bastante com o pai dele quando ele era muito amigo do . Lembro mas não vou contar de histórias muito divertidas e nada éticas envolvendo malas de fotografia Hasselblad, fotos de cavalos, Martha Rocha, rompimento e todos os outros que eram da indústria farmacêutica e não pagavam direitos internacionais pelo uso das fórmulas... Que delícia era essa época para ganhar dinheiro. Que o digam o Gilberto Miranda, o Sarney o Machline e outros que registraram marcas internacionais na Zona Franca de Manaus e ficaram ricos para valer... Chega de falar da sujeira alheia com meus pobres dedos sujos e ademais ando delirando e tudo pode ser fruto de minha fértil imaginação. Tenho muita merda na cabeça e merda é fértil para caramba. Qualquer dia eu conto mais
Viva, finalmente consegui sair da depressão, largar a cocaína, largar quem só me fez mal, reatar com quem me quer bem e voltar a respirar. Andei cheirando tanto que já estava começando a feder. Lí muito sobre a cocaína e o pior é que a maioria dos artigos era FAVORÁVEL ao consumo da droga, que foi proibida no Brasil apenas em 1930. Para dar uma idéia havia uma loja dos laboratórios MERCK que vendia livremente cocaína no Cassino e Grande Hotel do Guarujá. Muita gente de nome e sobrenome ilustres utilizava o alcalóide para conseguir jogar três, quatro dias e noites sem parar. Fortunas trocavam de mãos em uma semana de jogatina. O balneário era famoso em todo o mundo pela qualidade de seus serviços, pelo cassino sem limite de apostas e pela qualidade das prostitutas que orbitavam pela região. O prédio do Grande Hotel, em sua terceira versão, inaugurado em 1912, era uma construção magnífica, projetada e edificada pelo escritório de Francisco de Paula Ramos de Azevedo, o mesmo que fez os ainda lindos Mercado e Teatro municipais da cidade de São Paulo. Eu tinha um monte de fotos online do Grande Hotel quando o site
www.sobreasondas.com estava ativo. O idiota que me sucedeu como síndico no edifício Sobre as Ondas achou que estava fazendo uma grande economia e retirou o site do ar. Jogou fora anos de investimento e pesquisa. Nada pude fazer. Mas qualquer hora dou a volta por cima e recoloco tudo no ar, inclusive a webcam que mantive ativa por 8 anos mostrando a praia de Pitangueiras ao vivo. É uma merda ver coisas boas serem destruídas por burrice alheia, como se já chegassem as minhas...
Olá meus queridos e queridas. Fiquei bastante doente e parei de escrever por um bom tempo. Perdi a mão... Não vai dar para sair detonando de vez, portanto peço um pouco de paciência. Minha doença é da alma e de cura quase impossível. Por pouco não a resolvi saltando do décimo nono andar do Copan ou do décimo segundo do Sobre as Ondas. Estive bem perto disso. Desilusões políticas e amorosas foram a causa de tudo. Muita decepção e abandono. Sinto-me hoje uma pessoa amargurada, atormentada por remorsos doloridos em razão de escolhas mal feitas e loucuras endiabradas. A conta chegou e veio pesada. Andei me drogando até quando o dinheiro para os remédios acabou. Agora estou sem beber, sem cheirar e sem tomar remédios para dormir. Não escrevo mais. A Lan House é luxo que me permito vez ou outra. Acabei. Talez eu consiga dar a volta por cima mas isso vai depender de um milagre. O mais provável é o salto. Sair da vida para cair de vez na gandaia. Nos últimos tempos tenho ocupado meu tempo com velhas prostitutas desdentadas e traficantes imundos que guardam sua mercadoria no rabo. Fim de raça. fim dos tempos. Tento me consolar acreditando que o planeta vai acabar antes de mim. Estamos ambos fodidos. Mas meu "deadline" está mais próximo. Olho no espelho e vejo um espectro de quem fui. Choro noites a fio por conta das porradas que dei em minhas queridas mulheres e filhos. Me arrependo de cada surto de fúria que tive no correr de todos esses anos pós adolescência. Fabiana de Barros, Carmen Silvia, Fernanda, todas elas tão queridas e todas elas vítimas do monstro em que me transformo quando fico transtornado por um ódio sem razão e sem sentido. Bati em meus filhos sem motivo algum. Gritei como um louco sem qualquer justificativa. Tento lembrar dos bons tempos para compensar mas nada me tira desse baixíssimo astral e dessa figura patética e chorosa em que me transformei. Meus raros lampejos de inteligência foram esquecidos. Nada sobrou de bom para amenizar minha monstruosa biografia. O suicídio me parece o golpe pior de egoísmo que poderia dar naqueles que ainda lembram-se de mim com algum carinho. Não tenho saída. O purgatório é minha cama no Copan e as noites insones, às vezes anestesiadas por carreiras e mais carreiras de cocaína. Meu final é triste e nem sei quanto tempo vai durar esse martírio. Não tenho nem coragem nem competência para tirar minha vida. Já tentei e só dei prejuízo aos meus. Não tenho vontade de recomeçar, mas talvez tenha. Esse texto é prova disso. Não aguento mais conviver comigo mesmo. Infelizmente não há como me divorciar de mim.
Canibal no ar

São Paulo definitivamente saiu do provincianismo e nestas eleições mostra ser tão cosmopolita quanto Amsterdan, Paris, Nova Iorque ou algumas das outras poucas megalópolis cosmopolíticas .
Temos agora a possibilidade de escolher votar em candidatos de todos os sexos e credos políticos. Da sexóloga Marta até a defensora declarada da legalização da maconha Soninha, passamos pela última flatulência política de Maluf, pelo conservadorismo "Opus Dei" de Geraldo Alckmin até a dupla Gilberto Kassab e Andrea Matarazzo.
Marta, quando foi prefeita, prometeu um "projeto belezura" para a cidade. Marta, casada com o Franco-Argertino Louis Favre ( que dizem que é franco-argentino porque não existe argentino franco e que recentemente comprou com seu salário de funcionário de Duda Mendonça uma casa muito bonita na praia de Iporanga, em Guarujá), não se deu muito bem quando tentou aplicar o tal projeto belezura em seu próprio rosto, que era muito belo quando ela era comentarista da Globo. " Plastic Disasters" são irreverssíveis.
Quem embelezou São Paulo mesmo foi a dupla Kassab/Matarazzo, contrariando marreteiros, donos de empresas de outdoors e muitas "máfias" que se achavam donas de São Paulo. São odiados pelos camelôs mas quem anda pelo centro tem a nítida impressão de que a cidade está muito melhor. Andrea Matarazzo virou o "Xerife" que pôs ordem na casa, peitando poderosos dos jardins, da periferia e do centrão, colocando blocos de cimento em estabelecimentos mafiosos considerados inatacáveis.Quase conseguiram acabar com a "cracolância".
Geraldinho Alckmin é ligado à Opus Dei, uma entidade católica conservadora, acusada de fazer lavagem cerebral para aliciar adolescentes de pouca renda, mas foi ótimo auxiliar de Mario Covas quando foi seu vice no governo de nosso estado e comandou um salutar processo de privatização das estatais de São Paulo, sem nunca ter sido acusado de qualquer irregularidade. Paulo Maluf representa uma política tão ultrapassada quanto aquela de triste lembrança dos tempos do aerotrem de Levi Fidelix, do êeiêemael e outros tipos excêntricos e caricatos tais como o "Meu nome é Enéas" ou Afanásio Jazadi, que quis mandar prender nossa querida Soninha por ela ter feito "apologia aos maconheiros" quando ela defendeu uma salutar política de legalização da droga. Todo mundo sabe que é mais fácil comprar qualquer substância proibida do que as controladas. Basta tentar comprar uma caixa de Lexotan, que precisa de receita médica e apresentação de identidade na farmácia ou uma trouxinha de maconha, vendida em qualquer esquina para quem quiser e a qualquer hora, para comprovar a tese de que a proibição só cria dificuldades para vender facilidades.
A nova cidade de São Paulo hoje é palco da maior parada gay do mundo. Tem a Virada Cultural que a credencia a ser parte integrante da diversidade organizada que livra o mundo do lixo político que nos roubou e atormentou por tantos anos. Qualquer apresentação cultural de qualidade do planeta tem São Paulo em seus roteiros. Muita água ainda vai rolar debaixo da ponte até o dia das eleições e é capaz de nós, que éramos parte de "minorias", termos surpresas bastante agradáveis em 2008.
Geraldo Anhaia Mello