Fiquei feliz com a eleição de minha querida Maria Antonieta para a prefeitura de Guarujá. Ela deu um pau no Farid Madi, um sujeito cuja família mudou de padrão de vida em poucos anos sem ter ganho na loteria ou aberto um negócio espetacular qualquer. Moravam todos em uma casa modesta, irmãos, primos, avós, papagaio e cachorros. No dia seguinte à entrada do Farid na prefeitura de Guarujá já estavam cada um com um belo apartamento de frente para o mar em Pitangueiras e etc e tal. Os carros mudam. As viagens... Nenhum deles acreditava que todo mundo estava vendo essa mudança de padrão. Eu conheci a prefeita Luiza Erundina no dia em que ela foi eleita para a prefeitura de São Paulo. Eu a entrevistei como repórterAbelha para a TV Mix da Gazeta em um apartamentinho no bairro da Saúde, onde ela ainda reside quando vem a São Paulo e é ocupado por sua irmã. Erundina não se corrompeu. Eu duvido que a Antonieta enriqueça no PODER. Ela sempre foi uma batalhadora, uma mulher honesta e cheia de princípios. Guarujá vai ver como a grana arrecadada vai parecer ter triplicado. O tempo dirá. Lá em Guarujá os garçons do Ruffinos contam que um de seus melhores fregueses é o Luiz Favre e a turma que fica hospedada na casa que ele e a Marta Suplicy compraram em Iporanga. Vinhos refinados, tamarutacas, lagostas...Se o pobre garçon pergunta se ele quer nota fiscal paulista o argentino cai na gargalhada, pois paga tudo em dinheiro vivo, coisa que faz em outros lugares que frequenta na ilha de Santo Amaro, entre eles o supermercado à la Santa Luzia que abriu dentro do hotel do Silvio Santos na praia de Pernambuco. A peruinha chega com uma lista de compras de fazer inveja. Como é bom comprar azeite estrangeiro com dinheiro que veio dos acertos com as companhias de ônibus e limpeza pública dos tempos em que dona Marta falava em belezura com sua boca torta por excesso de Botox... Na praia de Iporanga a casa é uma festa atrás de outra. Há quem jure que um belo barco ancorado numa marina alí perto pertença ao casal, mas isso é tão difícil de abrir quanto os cartões de crédito corporativos usados pelos ilustres amigos de Lula, presidente que tem adorado passar férias e finais de semana no Guarujá, local em que já adquiriu belos imóveis através de seu filho gênio ganhador de dinheiro, o Lulinha, um verdadeiro Bill Gates. José Dirceu é famoso no Figueira Grill em São Paulo. Dá jantares em que os vinhos são escolhidos jamais pelo preço, mas por ares de um conhecedor de grande calibre...outrora guerrilheiro, sequestrador...hoje homem de gastar milhares de reais para contentar seu refinado prazer etílico/gastronômico. Sempre a conta paga em dinheiro vivo, para alegria do Jovelino Mineiro, sócio do Figueira, velho companheiro de exílio em Paris dos barbudinhos da Sorbonne e Vincenne,, hoje casado com a filha do ex-Governador Sodré, a Carmo, uma graça de mulher que já foi atriz de teatro ( e era boa atriz...) e com quem dividi o grande amor de uma mulher especial,a Sosô Magerowsky, que veio dos Estados Unidos de carro, pela pan American Highway, com um cachorrinho de três patas, a Pupi, depois de uma temporada divertida em Venice Beach na Califórnia, junto com a linda Carmo Mellão de Abreu Sodré, nos tempos em que o Jovelino era o Nê, de esquerda...mas trabalhando com o Cunha Bueno, secretário da Cultura (e foi bom secretário porque delegou poder de decisão ao Nê, ao Gigi, ao Suster e outros caras do ramo, eu inclusive...) e a Carmo vivia com o Wesley Duke Lee em uma casa linda da rua Inglaterra, que até hoje tem as luzes de PVC colocadas pelo genial Wesley nas árvores do jardim, e um fauno do pichador/artista maior Alex Vallaury no muro de entrada. Eu vivia em Campos do Jordão e o palácio era utilizado para os concertos de piano do então governador Maluf. Certa vez Maluf promoveu um concerto no auditório do Festival de Inverno junto com os irmãos João Carlos e José Eduardo Martins e mais o Arthur Mordeu a Língua, como era chamado o Arthur Moreira de Lima de tão feio que era. Lembro que o genial Telmo Martino escreveu no Jornal da Tarde que maluf havia EXECUTADO Chopin sem dar a ele ao menos a chance de um JULGAMENTO. ah ah ah Martino chamou o espetáculo de concerto para três pianos e um governador... Depois foi o Montoro que assumiu o palácio dos Bandeirantes e por conseguinte o Palácio Boa Vista, de Campos do Jordão. Paulinho Montoro virou secretário local de cultura e para lá levou o namorado Kelly, um ótimo sujeito, e uns colaboradores boçais de triste lembrança e de cujos nomes nem me lembro, acho que Angela alguma coisa mal amada... e a poetisa Mônica Montoro, maravilhosa, divertida, colega maconheira, namorada da Adriana Mattoso, neta do Eusébio Mattoso, uma arquiteta que militava em defesa da praia de Trindade, que depois virou o megacondomínio Laranjeiras, onde o Eugênio fazia negócios com o pessoal da Camargo Correa, da Mendes Jr. OAS, aquela coisa toda que fez uma casinha na Conselheiro Zacharias virar várias propriedades, a sociedade no Esplanada Grill, a casa de Iporanga e inclusive a última morada de Dona Lucy, a doce Primeira Dama, que morou num enorme apartamento atrás do Shopping Iguatemi até morrer em um desastre horrível na Imigrantes, tendo a filha Mônica no colo, sobrevivente por um fio, sobrevida merecida, pois ela é a mais genial da família. Era uma época legal e todo mundo se conhecia em São Paulo. O Beto Egydio Martins ficou puto porque escrevi errado uma história sobre ele e seu primo Jackie Buygton e com ele já me desculpei. Mas convivi bastante com o pai dele quando ele era muito amigo do . Lembro mas não vou contar de histórias muito divertidas e nada éticas envolvendo malas de fotografia Hasselblad, fotos de cavalos, Martha Rocha, rompimento e todos os outros que eram da indústria farmacêutica e não pagavam direitos internacionais pelo uso das fórmulas... Que delícia era essa época para ganhar dinheiro. Que o digam o Gilberto Miranda, o Sarney o Machline e outros que registraram marcas internacionais na Zona Franca de Manaus e ficaram ricos para valer... Chega de falar da sujeira alheia com meus pobres dedos sujos e ademais ando delirando e tudo pode ser fruto de minha fértil imaginação. Tenho muita merda na cabeça e merda é fértil para caramba. Qualquer dia eu conto mais
Viva, finalmente consegui sair da depressão, largar a cocaína, largar quem só me fez mal, reatar com quem me quer bem e voltar a respirar. Andei cheirando tanto que já estava começando a feder. Lí muito sobre a cocaína e o pior é que a maioria dos artigos era FAVORÁVEL ao consumo da droga, que foi proibida no Brasil apenas em 1930. Para dar uma idéia havia uma loja dos laboratórios MERCK que vendia livremente cocaína no Cassino e Grande Hotel do Guarujá. Muita gente de nome e sobrenome ilustres utilizava o alcalóide para conseguir jogar três, quatro dias e noites sem parar. Fortunas trocavam de mãos em uma semana de jogatina. O balneário era famoso em todo o mundo pela qualidade de seus serviços, pelo cassino sem limite de apostas e pela qualidade das prostitutas que orbitavam pela região. O prédio do Grande Hotel, em sua terceira versão, inaugurado em 1912, era uma construção magnífica, projetada e edificada pelo escritório de Francisco de Paula Ramos de Azevedo, o mesmo que fez os ainda lindos Mercado e Teatro municipais da cidade de São Paulo. Eu tinha um monte de fotos online do Grande Hotel quando o site
www.sobreasondas.com estava ativo. O idiota que me sucedeu como síndico no edifício Sobre as Ondas achou que estava fazendo uma grande economia e retirou o site do ar. Jogou fora anos de investimento e pesquisa. Nada pude fazer. Mas qualquer hora dou a volta por cima e recoloco tudo no ar, inclusive a webcam que mantive ativa por 8 anos mostrando a praia de Pitangueiras ao vivo. É uma merda ver coisas boas serem destruídas por burrice alheia, como se já chegassem as minhas...